Quantas pernas e asas de passarinhos
Quando criança quebrei com estilingadas
Quantas, quantas meu Deus?
Agora tenho a minha quebrada
O pássaro que passava voando
O coelho que distraído estava
Com certeiras estilingadas
No mesmo lugar ficava
Ao pescar eu fisgava
Dois, três lambaris de uma só vez
Me lembro disso, meu Deus
Nem sempre... Mas dois, três de cada vez
Com uma maria-sapuda
Um dourado meu irmão pescou
Eu com uma tira vermelha
Uma traíra meu anzol fisgou
Agora, depois de velha
Virei saci pererê
Cruz credo, meu Deus, cruz credo!
Cruz credo, meu Deus, ê, ê
Taí, minha gente, tá vendo
Eu de molho na cama a pensar
Pensando, pensando, pensando...
No tempo que custa a passar
O meu conforto é Jesus
Que está ali a me fitar
E o retratinho do Christian
Que não me canso de olhar.
sexta-feira, 21 de março de 2008
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