quarta-feira, 19 de março de 2008

Chuva Passageira (12/09/72)

Meu Deus, que delícia
É sentir o aroma da terra molhada
Com a chuva que cai do céu
Chuva por Deus abençoada

As árvores tão tristes estavam
Sedentas e cobertas de poeira
Agora saciadas e limpinhas
Agradecem, à chuva, muito faceiras

Chuva, quanta saudade sinto agora
Do tempo que, tão depressa, passou
De ti, São Paulo querida
E da chuva que me molhou

Sinto uma saudade imensa
Da chuva que me molhou
Volte chuva, sempre à noitinha
Volte chuva, aqui estou.

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